A volta do terno

julho 3, 2008

Aproveitando que os homens leram o post de baixo, dedico mais uma para os moços. Um amigo meu me disse, esses dias, que queria comprar alguns ternos para ir trabalhar. Ele precisa estar alinhado para qualquer imprevisto que surja no dia, mas não quer usar gravata. Ótimo. Tem um monte de jeito de usar terno sem a gravata. E, mais que isso, é uma roupa fácil e que deixa todo mundo elegante. Claro, tem que ser um terno bem cortado e perfeito no tamanho do rapaz. Sendo assim, recomendo que se invista um pouco mais nessa roupa. Escolha um de lã super 100, que é ótima para o dia a dia, ou de algodão com stretch, mais moderninho e informal. A modelagem mais bacana é aquela justinha, a calça é sem pregas e o must do momento é um botão só. Esse é para os mais fashionistas. Para os mais tradicionais, dois ou três botões está de bom tamanho. Separei algumas fotos de desfiles dessa temporada (e das últimas), como exemplo de como um terno pode ser versátil. Aliás, terno, terno mesmo, com colete e tudo, está em quase todos os desfiles masculinos. E as grifes vêm mostrando que eles vêm sendo mais procurados nas lojas. Com dois já dá para fazer muita coisa: use-o inteiro (ou apenas o costume, que é sem o colete) com camiseta de gola V, pólo ou camisa lisa. Ou misture com uma calça jeans bem escura ou de sarja. Veja aqui. E, usando só a calça, dá pra ser mais informal com uma jaqueta de couro ou sarja. Divirta-se.

Com blusa de gola alta, uma coisa beatnik.

Com calça de sarja, para trabalhar todo dia. Lindo.

Os tons claros estão muito na moda, mas se você não tem nenhum, cinza chumbo ou marinho é melhor. Como aquele lá de baixo.


E tem esse, sem o paletó. Semi mood. Uma coisa nos tempos da brilhantina.

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Cadê os depois?

julho 2, 2008

Meninos vivem me pedindo posts. Aqui vai um. Aí eu tava lendo uma matéria no site www.men.style.com, que eu super recomendo para todos, que transformou homens comuns, das ruas, em gatos de arrasar. Como? Um pouco de paciência e informação de moda. Eles mantiveram o tipo de roupa que o cara estava usando, mas melhoraram absurdamente os looks com roupas mais justas e peças de qualidade. Vejam só.

Esse é o típico garotão urbano, que não pensou muito em proporções. Veja lá embaixo como o horizonte poderia ser melhor para as mulheres da cidade (Tato, o amigo gringo mais lindo que uma mulher pode ter, esse parece com você, não? O depois, claro.).


Esse aqui parecia não ter jeito. O defunto era maior, como diria minha avó. Mas a GQ arrumou o homem! Acompanhem a transformação. De segurança de boate a executivo de Wall Street.


Enquanto há vida, há esperança. Eu adoro esse look para a sexta feira casual.


Viram? Como queríamos demonstrar, não é muito difícil, mas exige um certo tempo na hora de comprar e combinar as roupas. Escolha bons tecidos, que não amassem demais, de preferência (camisas com stretch, por exemplo) e não compre roupas dois números maior que o seu. Cheque a costura do ombro, no paletó e na camisa, e certifique-se que está apenas um pouco abaixo daquele ossinho pontudo que temos no ombro. E escolha calças que fiquem a apenas um dedo do chão. As meninas agradecem.

Ah, só queria dizer uma coisa. Não me entendam mal, mas as pessoas sempre dizem que eu tenho um blog sobre moda. Então, eu quase nunca escrevo sobre moda propriamente dita, já repararam? Eu adoro roupas, adoro saber como as pessoas estão se vestindo aqui e lá. Adoro olhar fotos da Vogue. Mas não escrevo sobre quem usou tal modelo na campanha de bolsas. Nem como foi o desfile x na SPFW. Eu gosto de ver, claro, mas não acho importante a ponto de fazer um post sobre o assunto. O que eu gosto mesmo é de roupa, de saber que podemos nos vestir para nos expressar e para criar. Pronto.

De volta

junho 22, 2008

Leitores amigos, eu sei que um post por semana é revista da Folha, como já disseram por aqui, mas estive doentinha. Ainda não melhorei, mas resolvi juntar minhas forças para sair debaixo das cobertas e escrever. Melhor isso do que ouvir os comentários maldosos que ganham força por aí. Bom vamos lá. Sabe aquele ditado, não tem tu vai tu mesmo? (me surpreendi esses dias porque uma amiga gaúcha não conhecia). Então, domingo à tarde, não tinha muito o que dizer… Eu responderia: “Não diga, então”. Pois é, mas blog não é assim. Isso posto, vou falar de algo que eu nao pretendia, mas agora que todo mundo já viu e já passou a febre dos comentários-de-blogs-patricinhas-enlouquecidas sobre o filme, vestidos, noivas e afins: Sex and The City. Saiu até na Veja. Isso quer dizer que minha avó já tinha opinião formada antes. O filme é ruim mesmo, todo mundo já sabia. Mas a mesma Veja dizia que as pessoas foram para ver as roupas, não o filme. Eu também. Aquele Mr. Big arrependido não dá, definitivamente. Mil vezes o cafa (era mesmo? na verdade, ela é que sempre foi por demais ingênua. Ele, não. Sempre deixou claro o que não queria. Aliás, vale o comentário. Os homens só faltam registrar em cartório e as mulheres continuam achando que um dia o cara vai mudar de vida e subir no altar. Ok, até pode, mas quando ele quiser, queridas. E não porque vocês usaram seus melhores vestidos. Liberdade!). Aliás, falando de liberdade, adoro a Samantha, vocês não? Tirando aqueles tailleurs horríveis e os brincos dourados que ela escolhe muito mal, ela é perfeita. Não tá nem aí, fisgou o cara mais bonito da série, fica sempre de bom humor mesmo nos piores momentos (veja que ela fez a reserva pras três no resort, não foi genial?) e sai com todo mundo que ela quer. No regrets. Adoro a Samantha. E brincos dourados não são de todo mal. Só os que ela escolhe que são meio breguinhas. Outras coisas que eu achei sobre o dito filme:
– O filhinho da Miranda dormindo igual ao pai é a coisa mais fofa (a primeira vez que eu vi o Nino e o Rui fazendo isso, quase gritei. E olha que gritar não é do meu feitio)
– O vestido da Charlotte quando ela conta que tá grávida é incrível (procurei, mas não tem uma foto dele na rede. Para quem tem corpo parecido, parabéns. Ela tem cintura de pilão, quadris redondos e pouco peito. Como grande parte das brasileiras – antes da onda do silicone. Mas se um dia você se sentir mal em usar uma saia justa, lápis, porque os quadris saltam demais aos olhos, lembre-se que uma blusa com volume nos ombros, com mangas bufantes ou babados tomara-que-caia ajudam a equilibrar o visual. O dela era um tubinho de tecido de alfaiataria com uma camisa de mangas fofas por baixo. Lindo.)
– Marido bom tem que ser feio e careca, né? Sim, porque o marido feioso da Charlotte é o único homem perfeito do filme (visual à parte).

Cadê o pé dela?

junho 14, 2008


Há algum tempo venho alertando os mais próximos para os perigos do uso indiscriminado de calça jeans sem barra. A primeira razão é muito clara: fica horroroso. A segunda, como você vê nessa foto da Jessica Simpson, publicada pelo blog PopSugar (uma pseudo celebridade americana, nem eu sei direito o que ela faz, mas o exemplo é ótimo), é que você pode virar um Pokemón, aqueles monstrinhos deformados. No caso dela, ficou sem pé. Comprou calça, manda fazer a barra.

1) Se vai usar com salto, deixa aparecer da metade do pé para frente.

2) Se vai usar com flats, deixe a um dedo do chão.

3) Só não deixe ficar puída a barra porque é a única coisa pior que pé de Pokemón.

E ela ainda está usando uma camiseta que diz: Garotas de verdade comem carne.

Tks, all my friends

junho 13, 2008

Final de semana eu sempre saio inspirada por alguma música. A de hoje é All my friends, do LCD Soundsystem. Aliás, queria lançar uma outra campanha, além do uso consciente do chapéu. A campanha do obrigado. Dizer obrigado é chique e essa blogueira que vos fala defende essa prática, mas parece que ela anda meio fora de moda. Para lançar a campanha e aproveitar o clima da música (ele diz, If I could see all my friends tonight. Eu adoro essa canção. Me dá a impressão que a gente nunca vai envelhecer, sei lá). Lançando a campanha:
Fê: obrigada por me ensinar a gostar de LCD (e pelos 600 contos)
Martinha: obrigada por me entender quando eu não vou
Carô: obrigada por fazer o convite do Nino
Silvia: obrigada por me acolher na Ilha
Rê: obrigada por pegar minhas coisas que caem no chão (e pelas caronas)

É isso. Obrigada pela leitura.

Na cabeça

junho 13, 2008


Várias pessoas estão me perguntando sobre como usar chapéu. A última foi a Martinha. Em primeiro lugar, dá pra usar chapéu no Brasil, claro. Porque todo mundo usa quando vai viajar, mas tem vergonha de usar por aqui. Vamos lançar a campanha em defesa do chapéu, então. O desfile da Maria Bonita Extra (foto acima) foi todo com chapéus, inspirados no livro O Amante, de Marguerite Duras (eu recomendo, dá pra ler no final de semana, se você não tem filhos). Esse estilo de chapéu aí, meio panamá, eu acho lindo e muito fácil de usar para homens ou mulheres.
1)Com calça jeans e camiseta, com vestido solto como esse, com All Star, bermuda e colete ou top largão, com pantalona, com skinny e blazer justinho.
2) Só não acho que pode estar muito enfeitada (o) para usar sob pena de parecer uma árvore de Natal.
3) Use em ambientes abertos, ao ar livre. A não ser pra dançar à noite, quando sempre ganhamos uma licença poética para nos vestir.
4) Modelos de lã são para dias e roupas de frio e modelos de palha e tecidos leves são para dias de verão.
Esses dois abaixo eu adorei. Separei no site da Urban Outfitters, sabe, aquela loja americana que você entra, gosta de um monte de coisas, mas não consegue comprar nada de tanta informação que tem lá dentro? Eu fico um pouco confusa…