De volta

junho 22, 2008

Leitores amigos, eu sei que um post por semana é revista da Folha, como já disseram por aqui, mas estive doentinha. Ainda não melhorei, mas resolvi juntar minhas forças para sair debaixo das cobertas e escrever. Melhor isso do que ouvir os comentários maldosos que ganham força por aí. Bom vamos lá. Sabe aquele ditado, não tem tu vai tu mesmo? (me surpreendi esses dias porque uma amiga gaúcha não conhecia). Então, domingo à tarde, não tinha muito o que dizer… Eu responderia: “Não diga, então”. Pois é, mas blog não é assim. Isso posto, vou falar de algo que eu nao pretendia, mas agora que todo mundo já viu e já passou a febre dos comentários-de-blogs-patricinhas-enlouquecidas sobre o filme, vestidos, noivas e afins: Sex and The City. Saiu até na Veja. Isso quer dizer que minha avó já tinha opinião formada antes. O filme é ruim mesmo, todo mundo já sabia. Mas a mesma Veja dizia que as pessoas foram para ver as roupas, não o filme. Eu também. Aquele Mr. Big arrependido não dá, definitivamente. Mil vezes o cafa (era mesmo? na verdade, ela é que sempre foi por demais ingênua. Ele, não. Sempre deixou claro o que não queria. Aliás, vale o comentário. Os homens só faltam registrar em cartório e as mulheres continuam achando que um dia o cara vai mudar de vida e subir no altar. Ok, até pode, mas quando ele quiser, queridas. E não porque vocês usaram seus melhores vestidos. Liberdade!). Aliás, falando de liberdade, adoro a Samantha, vocês não? Tirando aqueles tailleurs horríveis e os brincos dourados que ela escolhe muito mal, ela é perfeita. Não tá nem aí, fisgou o cara mais bonito da série, fica sempre de bom humor mesmo nos piores momentos (veja que ela fez a reserva pras três no resort, não foi genial?) e sai com todo mundo que ela quer. No regrets. Adoro a Samantha. E brincos dourados não são de todo mal. Só os que ela escolhe que são meio breguinhas. Outras coisas que eu achei sobre o dito filme:
– O filhinho da Miranda dormindo igual ao pai é a coisa mais fofa (a primeira vez que eu vi o Nino e o Rui fazendo isso, quase gritei. E olha que gritar não é do meu feitio)
– O vestido da Charlotte quando ela conta que tá grávida é incrível (procurei, mas não tem uma foto dele na rede. Para quem tem corpo parecido, parabéns. Ela tem cintura de pilão, quadris redondos e pouco peito. Como grande parte das brasileiras – antes da onda do silicone. Mas se um dia você se sentir mal em usar uma saia justa, lápis, porque os quadris saltam demais aos olhos, lembre-se que uma blusa com volume nos ombros, com mangas bufantes ou babados tomara-que-caia ajudam a equilibrar o visual. O dela era um tubinho de tecido de alfaiataria com uma camisa de mangas fofas por baixo. Lindo.)
– Marido bom tem que ser feio e careca, né? Sim, porque o marido feioso da Charlotte é o único homem perfeito do filme (visual à parte).

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Rainha indie

março 19, 2007

marieantoinette.jpg

Acabo de voltar do cinema. Fui assistir Marie Antoinnete (é lindo em francês, não?). Eu li uma entrevista da diretora, a Sofia Coppola, em que ela dizia que pensou, entre outras coisas, em ser estilista ou trabalhar com moda. Bem, ela, definitivamente, tem estilo. Seus três filmes têm muito em comum, não só na temática, mas nas tomadas, na música, no clima. Esse mostra a vida da rainha francesa em várias fases, desde o início da adolescência até…Bem, termina antes de ela ser decapitada. De uma garota caipira de cabelinho solto, ela é obrigada a tomar pé do visual da corte (e, conta a história, gostou disso. Maria Antonieta foi uma rainha fashion e lançou tendências) e vira uma peruazinha. Quando nasce sua primeira filha, fica mais natural, quase camponesa e lança a moda dos vestidos de algodão (sabe aquele momento hippie que, penso eu, toda mãe de primeira viagem vive? Eu esqueci de vez de cortar o cabelo e não tirava a minha sainha florida de algodão. A-do-ro!. Manicure? Nem pensar!!! Deuses, não dava tempo e nem fazia sentido. Existe algum bebê que consiga distinguir entre uma misturinha da Colorama e Wine with Everything, da Revlon? Talvez o Pedro Lourenço em sua mais tenra idade…). Conforme a situação fica mais difícil na França – e com a morte do seu terceiro filho – ela fica mais sóbria e essencial. Um visual mais maduro (não estou estragando o filme de ninguém, espero. Todo mundo já sabe o final da história.). E, enquanto isso, a trilha sonora bombando de adolescente. A minha adolescência, que fique bem claro. Quem tem menos de quem tem menos de 30 talvez não se envolva com esse clima so eighties né, Fê? (clique aqui para ouvir trechinhos:
http://www.amazon.com/Marie-Antoinette-Original-Soundtrack/dp/B000ICLSQU#moreAboutThisProduct ).
Em tempo, o figurino ganhador de Oscar é da italiana Maria Canoneiro. Dizem que John Galliano, estilista da grife Dior, e Karl Lagerfeld, da Chanel, deram algumas dicas. Li que há mesmo um All Star azul entre os sapatos de cetim em determinada cena. Alguém viu?