Ontem estive na casa de uma amiga para um petit commiteé de aniversário e o papo acabou caindo nas viagens. So middle class… É verdade, admito. Mas quem não é que atire o primeiro boleto da CVC. Bom, o fato é que uma das presentes lembrou com pena do dia em que – ao deixar o Charles de Gaulle, em Paris -vislumbrou aquela urna cheia de objetos que as pessoas, por distração, mantém na bagagem de mão e, na hora do emarque, são obrigadas a deixar para trás. Bom, na urna brasileira, basicamente, tem alicate de unhas, filtro solar, canivete suíço e outros objetos de pequeno valor (bom, juro, eu já vi espátula de bolo. Por que cargas d’água alguém leva isso na bagagem de mão??? Meu amigo viu um pegador de churrasco…). Mas no embarque de Paris, claro, a história é outra. Ela se ressentiu dos potes e potes de cremes Lancôme, dos sets de sombra Dior, Givenchy e outras coisas de valor inestimável para uma mulher. Imagine, deixar para trás tudo o que você leva uma vida para conquistar??? Sim, porque, pelo menos para nós, middle class brasileiras, não se começa a usar maquiagem logo de cara com MAC ou Shiseido. Você começa com moranguinho da Avon e a linha Faces, da Natura. Depois você evolui para O Boticário (que tem coisa boa, viu?) e demora anos pra chegar nos franceses incríveis. São coisas que você só entende o valor quando atinge a maturidade… Então, cara leitora, antes de embarcar para sua viagem internacional, veja lá o que está levando porque depois de 11 de setembro passaram a achar que somos capazes de unir um pote de sombra, um de blush, algumas gotinhas de demaquiante e fazer uma bomba relógio.

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Falando disso

janeiro 10, 2008

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Gente, irmã de uma amiga, Lu De Mari, faz nécessaires, bolsinhas, penduricalhos e toy arts mais lindos do mundo. Tudo com suas próprias mãos de fada, diretamente do Recife. Entre no site para comprar. Os preços são ótimos. Clique para ver mais no BlogRoll ao lado. Eu não estou conseguindo inserir o link por aqui.

Bruxismo

janeiro 10, 2008

Comentário da minha amiga, a de quem roubaram o nécessaire: “Ficar sem nécessaire, imediatamente, transforma você em uma bruxa.” Brilhante. No dia seguinte, ela não tinha escova de cabelos, não tinha um gloss, um hidratante com filtro solar. Não tinha uma sombra verde musgo!!! Sabe o que é isso??? Nem uma água Evian Spray pra borrifar no rosto, justamente ela, que mora na praia. Terrível. Qualquer mulher vira bruxa.

O que pode acontecer de pior a uma mulher? Qual a tragédia das tragédias no universo feminino? Comprar um vestido de cinco mil reais para um casamento e descobrir que tem alguém com o mesmo modelo na festa? Eu soube de uma moça que ficou com o Curvex preso nos cílios, só foi capaz de tirar no hospital. Mas, ao ouvir essa pergunta, uma amiga minha foi categórica. “A pior coisa que pode acontecer a uma mulher é perder o nécessaire!!!”. Pobre moça, recentemente ladrões cruéis roubaram o carro de seu namorado. Dentro, um lap top, um iPod, uma câmera fotográfica. O que levaram??? O melhor nécessaire (sim, é no masculino) que ela já tinha composto EVER! Havia poucas semanas, minha amiga ganhou um extra e foi às perfumarias perguntando: “Qual o melhor pó bronzeador?” (já respondo: Terracota, Guerlain); “Qual o melhor creme para afinar medidas?” (já respondo: Dior Bikini); “Qual o melhor rímel?” (aí depende, mas tem dois bons: Dior Show e Lancome Definicils, que resiste mais nos cílios). Bom, com todas essas respostas, ela montou uma bolsinha com o melhor de tudo. E essa bolsinha foi tirada dela sem a menor piedade, provavelmente por um ladrão que nunca irá saber o valor de uma base da cor certa ou de cílios longos durante todo o dia!!! Em que mundo estamos. Ela, sim, deveria ganhar uma capa da Época para contar sua tragédia. O que é um Rolex perto de um nécessaire recheado escorregando por entre seus dedos? Eu não imagino mais a vida sem meu Blush Baby, da MAC. Nem sem o brilho cor de laranja da Body Shop que minha amiga Laura me trouxe de Londres e que já está acabando (vai dando desespero). Nenhum homem jamais compreenderia.

De volta ao batente

janeiro 8, 2008

Janeiro, 07. Infelizmente, mas infelizmente mesmo, as férias de final de ano chegaram ao fim. Ok, elas se estenderão pelos finais de semana, mas nada como uma dia após o outro, após o outro, após o outro e após o outro. Todos na praia! Bom, mas a realidade agora é outra e, embora eu não me conforme em subir a Sumaré todo dia, eu aceito. Agora, tem gente que não aceita que voltou de férias, e continua agindo como se ainda estivesse na Vila da Ilhabela, na estrada do Rosa, na rua do Meio, em Búzios, ou no calçadão do Guarujá, e vai trabalhar de vestido curto, chinelo de dedos e sacola de palha. Mais ou menos com a Nicole Kidman e os filhos no filme Os Outros, manja? A mulher morreu, mas continua morando na casa como se nada tivesse acontecido. Realmente, a sacola de palha tá na moda, mas de resto, sinal vermelho totalmente. Trabalho é trabalho, como diz uma amiga minha muito sábia. Não adianta fingir que você está no calçadão porque a realidade não será menos dura para quem vai para o batente de vestido esvoaçante floridoe chinelinho de dedos. Muito pelo contrário. O mundo trata melhor quem se veste bem, já dizia aquela propaganda das antigas. E, no mundo corporativo então, essa máxima vale ouro. Vai por mim. Roupa de trabalho tem a ver com o seu ambiente sempre. Tem que ser adequada a ele e, principalmente, aos seus objetivos profissionais. Se você quer ser chefe, comece a se vestir como um chefe logo agora, já disse Donald Trump. Ele pode não entender nada de estilo, mas de dinheiro ele sabe alguma coisa…

Praia de paulista 2

janeiro 8, 2008

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Ilhabela urgente! O look mais prático pra ir à praia é aquele que permite que você vá, depois do banho de mar, ao bar, às compras nas lojinhas à beira-mar, a um churrasco na casa dos amigos, ao restaurante para um early dinner. O dessa garota, na praia da Armação, a mais bacana da Ilha (não a mais bonita, mas é nessa que vão as pessoas mais interessantes, os velejadores, as moças mais bonitas), é um ótimo exemplo. Vestido soltinho de malha que serve de saída de praia, bolsa de tecido – como manda o figurino ecológico – cheia de apetrechos para a areia, inclusive uma raquetinha, óculos mega pra proteger do sol de 37 graus (!!!!) e pronto. Dá pra passar o dia e o começo da noite com esse kit.