Vá lá

julho 13, 2007

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Esse site não é pra isso, eu já disse. Mas vou fazer uma lista para engrossar as da Dani Lacerda, no miss derkins . Só porque eu falei “mal” do MoMA, agora preciso me redimir. Qual é o seu museu preferido para antes das compras? E por quê (ou por quais obras)?
Eu já começo com o meu: eu adorei o único quadro da Georgia O’keefe no Whitney, já disse. Foi a coisa mais linda que eu já vi no mundo. Ah, tinha um no MoMA, mas no meio daquele monte de estudante, nem curti muito. E, do lado, um outro do Edward Hopper para completar meu deleite. Ela é a minha preferida de todos os tempos, não tem jeito. Por vários motivos que um dia eu conto. Ah, tem Chagall, Matisse, claro. Mas ela eu teria na cabeceira pra ver todos os dias. E, além de tudo, ela é muito elegante. Fotografada pelo marido, o Stieglitz, então…
Agora, conta o seu. E, claro, dá a dica da loja mais próxima pra olhar a vitrine depois, caso você pise em um papel-amassado-obra-de-arte sem querer.

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Para os meninos

julho 13, 2007

Gui e Paulo, já que vocês pediram posts e dicas de menino, aqui vai. Botão da gola da camisa – aquele mini que fica na pontinha da gola e prende a mesma (meu deus, achei que nunca escreveria isso, a mesma) – é pra fechar, sim. Senão, porque estaria lá? Tá lá, usa, ué? Eu sou pela utilidade, quando se fala de roupa. Sandália aberta no inverno, por exemplo, nada a ver. Suspensório com calça justa? Nada a ver. Agora, se a idéia é fazer um visual subversivo, super muderno, aí deixa aberto messss, põe suspensório com skinny e por aí vai. Mas esse não é o caso de nenhum de vocês dois.

Sobre a futilidade

julho 6, 2007

Então, essa moça ou moço aí embaixo é fútil? Sei lá. O texto é? Olha, eu só sei que ele é muito divertido. Morri de lir ao ler. Até porque me identifiquei com a situação, quando fui lá pra NY. O primeiro museu que eu visitei foi o MoMA, o mais famoso dos Estados Unidos, acho (eu gosto mais do Whitney, que tem aquele quadro mais lindo do mundo da Georgia O´Keefe. Deus a tenha. Aliás, tem uma coleção dela lá, mas eu não pude ver porque estava fora). Primeira coisa que eu vi? Uma tábua de construção encostada na parede. Aliás, parece uma obra do Baravelli que eu já tinha visto por aqui. Só que pintada de vermelho. Aí, continuei andando e, no auge da distração, pisei nuns papéis amassados jogados no chão. O segurança quase me matou. Era uma obra de arte. Uma instalação. Que gafe. Logo depois fui para uma ala mais tradicional, de arte moderna, em que as obras estava penduradas na parede e não atiradas do lado da lata de lixo. Ufa, mas até chegar lá, valha-me Deus! Gostei de quase tudo o que eu vi. Reconheci a importância de outras. Não me deu vontade de ir pra Macy´s, não, pois aquilo me dá dor de cabeça na hora. Mas que eu fiquei com saudade de andar pra olhar umas lojinhas, eu fiquei. Liguei pro meu anfitrião na hora e falei, vamos pro SoHo!!! Hahahahaha. Ele já havia me advertido sobre esse possível efeito colateral. Cheguei em casa à noite mais culta, mas também cheia de sacolas na mão. É fútil desencanar do museu e ir olhar vitrine??? Bom, acho que nada representa mais a cidade do que aquele monte de lojinhas dos bairros pseudo-descolados. E com um povo característico de cada um dos tais bairros em volta. Essa é a cara da cidade, também, e não tem nada de fútil nisso. Ou tem. Tudo. Mas e daí. Eu não aguento, como o autor aí abaixo, essa galera pseudo intelectual que acha tudo o que não é museu e pós-graduação da FFLCH uma futilidade. Eu não moro no Nepal, infelizmente. E adoro sorvete Haaagen Dazs e chocolate belga (sempre no dia 05 de cada mês, claro!).

Engraçadinha…

julho 6, 2007

Esse texto foi publicado na revista Viagem e Turismo faz um bom tempo, mas encontrei de novo esses dias e achei uma delícia de diversão. Reproduzo uma parte aqui – pois não há link para ele na rede – para vocês se deliciarem. Depois a gente fala da futilidade em outro post.

Comprar também é cultura

Nova York fica muito mais interessante quando você a vê de dentro de um shopping

J. Pinto Fernandes*

(…)Alguns esnobes e pseudo-intelectuais acham o fim da picada passar o precioso tempo de uma viagem entrando e saindo de lojas. Mas considero um pecado nós não explorarmos nossas vocações. E uma delas é esta: comprar. Nascemos para consumir. E qual é o problema?
Confesso que já me incluí entre aqueles que acham de qualidade inferior os seres humanos que apreciam shopping centers. Mudei de opinião após uma visita a Nova York com duas amigas (que se dizem parte de uma certa “Turma da Faxina”, não me pergunte o que é isto). Eu queria ir ao Guggenheim, ao recém-reaberto MoMA, ver uma partida de softball no Central Park. Elas prometeram que me acompanhariam, desde que eu fosse com elas lamber vitrines. Subimos e descemos a Oitava Avenida. Elas sabiam o preço de um tênis Adidas no Brasil e lá. Entramos em vários magazines da Gap e da Levi’s para experimentar calças. Adquirimos um laptop na B&H. Descemos a Broadway até as pontas-de-estoque perto da Canal Street. Provamos 140 casacos de couro da Century 21 para escolher um.
O sol brilhando lá fora e nós três jogando cabides no chão? Ninguém merecia. Quando eu disse que ia aos museus, nenhuma delas quis ir comigo. Tudo bem. E lá fui eu ao Central Park, numa tarde gloriosa, ver os esquilinhos. Depois o MoMA, em suas novas instalações, mais moderno do que nunca, mais nova-iorquino do que nunca, com seus Andy Warhol. Depois uma passada no Village, com suas lojinhas descoladas, pessoas descoladas, fachadas descoladas, animais domésticos descolados…
Até que me deu saudade da Turma da Faxina. Lembrei da vibração que existe numa Macy’s, naquele monte de gente em busca do Santo Graal dos turistas: uma etiqueta de preço barata. Há mais vida real ali do que entre os corredores frios do Guggenheim. Viajar é interagir, certo? Onde você interage mais? Com uma instalação do Rauschenberg ou com uma vendedora da Macy’s? Nós, brasileiros, temos a chance de elevar o consumismo à categoria de arte. Basta ver a quantidade de shoppings e de pessoas que passam parte de sua vida neles para perceber que, em breve, conquistaremos o mundo. Não vai sobrar nada para americanos, franceses, alemães, argentinos. Às favas as galerias, os parques e tudo o que não possa ser trazido na bagagem. (…)

* J. Pinto fernandes está no cheque especial

Conforto tem limite?

julho 5, 2007

Eu li um post no blog do Ricardo Lombardi, www.desculpeapoeira.blogspot.com, sobre os tais sapatinhos, chinelos, sei lá, Crocs. Eu comprei um nas minhas férias pro meu filho, o Antonio, de três anos. É fofo. Em criança. (Qual não foi a minha surpresa ao ver que, aqui no Brasil, eles chegam a custar R$ 450 reais. Helou, por um chinelo de plástico???). Para andar é uma delícia mas, como ele disse, se conforto fosse tudo a galera iria trabalhar de pijama. Algum estilista famoso disse, certa vez, que mulher elegante não senta (algo assim, para não amassar a roupa). E eu vejo os homens de terno e gravata num calor absurdamente tropical. E aí, o que será que vale mais, conforto ou elegância? Dá pra ser elegante sem ficar com dor nos pés e sem morrer de calor, eu acho. Mas precisa ser com um sapatinho que parece o pé do Mickey? Bom, não posso falar mal porque tem um amigo que usa (mas, sério, fofo, fica lindo em você). Crocs não é elegante, claro, mas tem hora que você não quer tirar aquilo por nada na vida. Eu não comprei um pra mim, sou mais chegada em salto alto, mas acho que passaria o final de semana com ele no pé. É tipo pisar numa espuma. Mas eu acho que o apelo aí é outro. Ser largado com um sapato de quase 500 contos é hype. Socorrrro. Voltando ao conforto, não dá pra ir trabalhar de pijama, mas se o pijama não for uma camiseta Suvinil com buraco na barriga e um short do verdão (deuses!), eu até vou pegar a pizza lá embaixo vestida com ele. Você vai?