eu e o menino na chuva

maio 31, 2007

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As botas famosas. As minhas, de oncinha, e as do nino, de jacaré verde.

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Lei cidade lisa

maio 31, 2007

Em um desses dias chuvosos estava eu lindamente andando pela rua com minhas botinhas apropriadas para o clima quando, de repente, escorreguei e tomei um baita tombo. Um baaaita tombo mesmo. Minha vontade era ficar deitada lá no chão me fingindo de morta até o dia virar madrugada e todo mundo sair da rua pra eu levantar. Mas eu não podia, tinha que trabalhar!!! Bom, esperei a dor passar um pouco – porque doeu muuuito – e um carinha me ajudou a levantar. A segunda coisa que pensei foi na minha bolsa. Dane-se o cóccix, eu não posso arranhar minha bolsa nova por nada nesse mundo!! Estava tudo bem com ela, ufa!. Mas, depois de tudo isso, comecei a refletir sobre o plano diretor, lei cidade limpa, essas coisas (para não usar outra palavra). E acho uma coisa: que venha a lei cidade lisa. Eu só caí porque as calçadas de São Paulo são inclinadas e irregulares. Não tem calçada na horizontal, como todas, obviamente, deveriam ser. Todas são na diagonal. E, pra piorar, tem uns ignorantes urbanos que revestem a calçada, que deveria ser de cimento, com cerâmica ou algo escorregadio que o valha. Batata: a garoa faz parte da paisagem da cidade durante uns seis meses do ano. É óbvio que alguém vai cair andando na cerâmica molhada. E, quando não é isso, é aquele monte de buraco que impede a nós, mulheres de estilo, andarmos com nossos saltinhos finos sobre elas. Quantas vezes já estraguei o salto de um sapato lindo nessas calçadas esburacadas? Perdi a conta. Literalmente, porque a Sapataria do Futuro até conserta, mas cobra um absurdo pelo serviço (mas fica lindo, se você quer saber). A Marta disse que resolveria o problema. E eu acreditei!!! O próximo prefeito que fizer essa promessa tá eleito no que depender de mim. Assim, a gente vai poder fazer igual àquelas mulheres do início de O Diabo Veste Prada, andando para o trabalho com seus saltos altíssimos pelas calçadas lisinhas de Nova York (bom, não é bem assim o tempo todo, mas é bem melhor do que aqui, pelo menos). Ou como a Carrie Bradshaw, que sempre usava salto e nunca caía (ela caiu dentro da loja da Dior, eu acho, mas isso foi em Paris. Em Paris, até cair é chique. Pra compensar, ela comprou a loja toda.). Tchau. Tô indo mandar minha carta pro Kassab.

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O lencinho Burberry é fofo.

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Gostei da capa.

Minhas dicas de boas compras para renovar seu guarda-roupa, da próxima vez que você for pra NY. Nem vou falar de ópera, museus etc. Esse blog é pra outra coisa. Mas, se eu posso recomendar, compre ingressos para qualquer espetáculo de ópera no Metropolitan antes de ir. Foi a melhor compra que eu fiz lá. Assistir Turandot, de Puccini, com montagem de Franco Zefirelli. A coisa mais linda do mundo. Bom, vamos aos outros fatos:
1. Faça uma listinha das coisas que você quer e não vai abrir mão de jeito nenhum. Tipo, uma bela bolsa, sapatos etc. Não deixe o mais caro para comprar por último, a não ser que o céu seja o limite para o seu cartão de crédito. Se fizer isso corre o risco de gastar todos os dólares que levou com escova de dente elétrica e roupinha de criança (o caso dessa blogueira que vos escreve). Assim, quando entrar na Bloomingdale’s e der de cara com o corner de bolsas, pode gastar sem piedade. Calma, muita calma. Sem piedade mas com muita consciência financeira.
2. Tenha uma coisa em mente: se você gosta de roupas e acessórios, vai gastar mais do que imaginava. Não se iluda, por mais cultural que seja sua viagem, vale a pena fazer umas compras. Entre um museu e outro, tem sempre uma lojinha com uma promoçãozinha. Super vale a pena passar meses sem comprar nada no Brasil pra gastar em Nova York. Mas por isso mesmo se faz necessária a tal lista. Pra você não se perder demais nas esquinas da Madison Avenue ou do SoHo e voltar com um rombo no cheque especial.
3. Aliás, falando de bairros, se você quer os best sellers, vá direto pra Quinta Avenida e imediações. Bloomingdales e Saks, as duas lojas de departamentos famosas da cidade, têm as grandes marcas e isso não é novidade nenhuma. SoHo também tem coisas bem legais. Mas, minha recomendação, não compre roupas de marcas mais alternativas antes de ir para o Brooklyn. Passar o sábando andando por lá (Court St., Bedford Avenue) foi um dos programas mais bacanas que eu fiz na cidade. Todo mundo vai pra rua com as crianças, tem um monte de cafés bem desencanados, é uma delícia. E os preços são bem mais baixos do que os do SoHo e Villages. Aprendi da pior maneira possível…
4. Deixe pelo menos uma tarde, depois de já ter ido ao Brooklyn, para passear no East e West Village. As lojinhas são lindas, as ruas são cheias de gente hype e lá você vai encontrar peças de designers não-tão-famosos e, por isso, mais exclusivas. No meio desse monte de coisa, encontrei até roupas da Maria Bonita Extra. Os preços não são baixos. Uma calça de alfaiataria bacana, super bacana, sai por uns 200 dólares. É caro, eu sei, mas o preço é parecido com o de boas marcas aqui. Só há uma grande vantagem nas coisas made in NY (digo, made in China, porque a globalização padronizou a origem): a qualidade. Tricôs duram, malhas não entortam, essas coisas. Não dá pra generalizar, mas as compras valem mais a pena.
5. É no East Village também que ficam as lojas de criança mais fofas que eu já vi na vida. Roupinhas trendy, brinquedinhos criativos, peças vintage, livros fofos etc. Perca-se, se você tiver filhos, sobrinhos, amiguinhos, afilhados qualquer coisa.
6. Tenha uma boa companhia para compras quando for para esses bairros. A cada duas lojinhas tem um restaurante gostoso ou uma boulangerie com chás e docinhos bem bons e é legal ter alguém pra conversar entre uma lojinha e outra. Ao Ricardo, meu amigo que me ciceroneou pela cidade com uma paciência nunca dantes vista por mim (eu elegi: ele é o menino mais fofo do mundo para fazer compras, pois fica do lado de fora da loja fumando seu cigarrinho sem nunca reclamar), serei eternamente agradecida (Virginia, se um dia você ler esse blog, saiba que também sou grata a você, pois me acompanhou na boa sempre). Se você tiver alguém ao seu lado nessa hora, pode parar para descansar as perninhas e tomar um café gelado, um chazinho… É sempre mais gostoso com companhia, né? No East Village, o Café Habana é bem legal pra almoçar.

China girls in NY

maio 8, 2007

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Quem são as moças mais bonitas daqui (de lá, digo)? Eu elegi as asiáticas. Não sei se são japonesas, coreanas, chinesas. Acho que um pouco de tudo. São as que mais compram também. Será que tem a ver?