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Pessoal, eu cometi um erro. Aliás, dois. O primeiro, nem avisei da minha viagem. Mesmo que eu tenha apenas um leitor fiel – e que ele seja a minha mãe – eu deveria ter dito que estou de férias. Em Nova York. Eba!!! O segundo, estou há décadas sem escrever nesse blog. Bom, pra falar a verdade, eu achei que iria achar um monte de gente bacana pra fotografar aqui em NY mas me deu uma preguiça absurda de “trabalhar”. Sorry, nada pessoal. Mas, enfim, aqui estou eu pensando no que escrever. Fui procurar qual era o acessório fashion indispensável nessa cidade. Botas de chuva coloridas estavam no páreo (eu até comprei umas e acho que valem muito a pena pois não tem no Brasil e realmente podem salvar sua vida e seus sapatos). Depois, pensei em chapéus, muito populares por aqui. Mas, em bairros mais chiques, como Upper East Side e afins, não são tão comuns. Andei pra lá e pra cá e concluí: o que todo mundo por aqui usa sem parar, diariamente, sem restrições é uma – ou várias – sacolas de compras. Deuses… Não é novidade, Nova York foi feita pra isso: compras, compras e mais compras. E, como diz um amigo, 99,9% das pessoas (entenda mulheres, se quiser, mas os homens se incluem aí), levam suas sacolinhas de compras pra cima e pra baixo. Body Shop, GAP, Sak’s, Macy’s, Dolce & Gabbana, Virgin, não importa. O turismo aqui é comercial. Pra me livrar um pouco dessa fúria, recorri aos museus, mas fiz umas comprinhas, claro. Não sou de ferro, já disse. A melhor delas foi realmente o par de botas de chuva de oncinha, na Broadway com a Bleecker St. Os brechós também são ótimos, embora caros. E algumas lojas de binquedos vintage e educativos que eu amei. De resto, nada que não tenha parecido no Brasil. Ok, copia-se tudo, daí tamanha semelhança. A não ser claro, que estejamos falando das marcas da Quinta Avenida. Mas essa é outra história.

Vestida para dançar

abril 13, 2007

Outro dia saí para dançar. Calcei uma ankle boot de salto beeem alto (aquela botinha de cano curto, no tornozelo), um vestidinho mega curto, preto e dourado, uns brincões pendurados e fiz um cabelo estilo Sandra Bréa nos áureos tempos. Gente, se não tocasse Blondie, Television ou pelo menos Spandau Ballet eu morreria. Meu visual era so eighties. Na verdade, eu me inspirei porque, quando comecei a me arrumar, o que estava tocando no rádio era totalmente anos 80. Música tem a ver com roupa? Pra mim, tudo a ver. Um Cd dos Novos Baianos parece uma saia de algodão florida que eu adoro. Erikah Badu é igual um vestido-túnica bem largão que eu tenho. Mas Sade também se encaixaria aí. The Gossip é uma calça skinny, camiseta velha e sandália de salto alto. Você tem alguma roupa que parece com música? Me diga.

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Eu me divirto com esses editoriais de moda da vida. Vira e mexe eles dizem que alguma cor é o novo preto. Atualmente, cinza é o novo preto. Já foi marrom. E eu até cheguei a ler que amarelo era o novo preto (no verão passado). Será que branco é o novo preto, já que agora todo mundo ‘tem’ que ter uma bolsa branca? Sim… Bom, para mim, preto é preto e não tem nenhuma outra cor que tenha esse poder de deixar alguém chique, moderno, urbano etc. Não que seja minha cor preferida, não. Fiquei muito tempo sem usar até fazer o curso de análise de cores da Ilana Berenholc e descobrir que ficava bem com ele (bobagem? Não, essa consultoria é tudo. Não é porque eu faço, não, mas economiza tempo, dinheiro com roupas que você nunca vai ficar bem e te mostra as cores que deixam você com cara de “noite de Oscar”, como diz a Ilana.). Bom, divagações à parte, preto é bom pra muita gente. Ontem, quando eu vi a Anne, essa moça acima, com o look preto total, vi como ele faz uma baita diferença. Ela ficou mais moderna, chique, atual. Acham?

Liga no meu celular

abril 5, 2007

Eu ligo, super ligo. Mas só se ele não estiver pendurado na cintura. Gente, sério, a essa altura do campeonato, não dá pra aguentar certas coisas de jeito nenhum. Eu tava olhando para um homem hoje – calma, não é o que você está pensando – já com a terceira intenção de fotografá-lo para esse blog. Ele estava ótimo. Comecei pelo sapato, por onde geralmente começo: um par marrom, de bico alongado (eu não amo, mas tem seu valor), bonito. Uma calça reta com textura e um camisa na mesma cor, mas mais clara, também com textura. Ele acertou muito! Homem com sobreposição de tons e textura não é tão fácil de encontrar. Aí eu olhei os cabelos bem cortados e estava quase indo falar com ele quando, pimba!, um celular pendurado na cintura chamou minha atenção. Deuses. Aliás, homens, pelamordedeus, não façam uma coisa dessas. Celular hoje em dia é pequeno, cabe em qualquer bolsinho, e lá deve ficar. Não é pra ficar em cima da mesa do restaurante e nem na pochete (aliás, socorro, pochete é atentado ao pudor). Beijinho.

Look fila da padaria

abril 4, 2007

O Tato (meu amigo fofo e inteligente, do blog Mutações e Civilizações) me perguntou o que aconteceu com o look “não tô nem aí pra você”. Olha, tô pensando. Será que um dia ele existiu de verdade, sinceramente? Porque o que existe, e muito, é o look “não tô nem aí pra você, embora tenha passado duas horas me arrumando”. Tipo, pomada no cabelo, calça Diesel rasgada etc. Eu também sou desencanada, vide a hora de ir para o parquinho levar o filho, com aquele visual “mendiga” de ser. Mas não conheço muita gente que nunca ligue a mínima pra opinião alheia. Você conhece?

Eu gosto de ouvir e observar pessoas que, mesmo com o mundo caindo, mantêm uma atitude calma, um sorriso tranqüilo. E eu também gosto de ver pessoas que, mesmo com tudo uma bagunça e a vida não exatamente incrível, continuam com uma cara boa, um cabelo arrumado, as unhas pintadas, a roupa linda. Bom, tem aquele dia em que tudo o que você quer é sair na rua com a mesma roupa que dormiu. Mas, eu nunca me esquecerei do dia em que desci as escadas do meu prédio com um pegnoir de matelassê (horroroso, mas com um enorme valor sentimental, é verdade) e chinelos de pano pra pegar uma encomenda e encontrei um moço gatíssimo que eu paquerava na época. Depois disso, queridos, eu me arrumo até pra ir no cartório eleitoral. Já dizia uma tia minha: “Imagine se você for atropelada ou levar um tombo e estiver de calcinha rasgada?”. Realmente, um horror. Tenho certeza que a Jacqueline Kennedy nunca saiu de calcinha rasgada na vida. Aliás, ela é o supra sumo disso que estou falando. Sempre impecável, não importa o que acontecesse. Ok, nós somos humanos. Não dá pra ser assim sempre, também. Mas, sabe o quê? A vida fica mais gostosa quando a gente se veste bem. Não digo que todo mundo tem que ir na Gucci, não!!! Mas, quando você se arruma e passa um rímelzinho a vida fica mais fácil. Sua expressão melhora, as pessoas te elogiam…

E que estilo!