Um bom exemplo…

março 29, 2007

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…de proporções, como não poderia deixar de ser. Essa é a Lena Carderari, editora de moda, e sua bolsa beem grande. Ela é alta, magra (como todo mundo gostaria de ser, eu sei!!!) e uma bolsa assim não compromete nada. Pelo contrário, está ótima. Também gostei da combinação de cores.

Ainda sobre tamanho

março 29, 2007

Um monte de gente tem me perguntado sobre as proporções. Sempre as proporções. Realmente, elas são capazes de levantar um look ou deixar a pessoa meio fora de registro. Há algumas regrinhas básicas. Para acessórios: se você é muito grande ou está muito acima do peso, evite acessórios pequenos demais sob pena de parecer maior ainda. Se você é baixinha talvez não fique incrível com uma mega bolsa. A explicação é básica: o olho humano tende a comparar e você vai ser comparada com uma mega bolsa ou com uma bolsa-mini. Com um mega colar ou com pulseiras diminutas. Não quer dizer que as gordinhas devem usar mega bolsas, claro. Pense que aquele volume será mais uma coisa ao lado do seu corpo e pode criar a impressão de sobrepeso. Minha dica, em última instância: troque-se olhando no espelho e compare. Isso ajuda você a entender o que é melhor para o seu tipo físico. E o que valoriza seu corpo. Todo mundo tem algo de bonito e é isso que deve ser mostrado. Só cuidado com os decotes, dear.

Quem se lembra desse jingle? Eu estava cantando agora e uma amiga, de apenas 22 aninhos, disse que também se lembra dele. E aí todo mundo do trabalho começou a comentar o que essa musiquinha trazia de lembranças. Pra mim, é a de um passeio delicioso com a minha mãe. Acho que eu tinha uns nove, dez anos quando costumávamos ir no “nosso magazine”, como dizia a propaganda. Naquela época, ninguém chamava de loja de departamentos. Apesar de magazine ser uma palavra inglesa, nós éramos menos colonizados em termos de linguagem, eu acho. Era muito bacana ir lá com a minha mãe. Muito. Primeiro, porque a loja ficava em frente ao Teatro Municipal. Um lugar que eu gosto em São Paulo. Depois porque, assim que eu passava a porta, entrava num mundo novo. Na época, eu enxergava minha mãe como uma mulher quase glamourosa no meio daquele monte de lenços, chapéus – sim!!!-, vestidos de jérsei transpassados e drapeados, carteiras, bolsas. Tudo. Tinha coisas mais pobrinhas, também. Mais simplezinhas. Mas, quando a gente é criança, tudo o que é de adulto é legal. Minha amiguinha de agora me perguntou: tinha coisas da moda, lá? Bom, isso eu não saberia dizer exatamente. Acho que moda, moda, naquela época, era outra coisa. Falando de uma maneira geral, há 22 anos atrás eu lembro da Burda, que tinha uns conjuntinhos pras velhinhas elegantes. E da Fiorucci, que vinha do Rio e uma amiga da minha tia mais fashion vendia, de sacoleira. Talvez no Rio houvesse moda. Mas em São Paulo era uma coisa mais tradicional. Era roupa mesmo. Claro, tinha coisas que viravam moda em alguns momentos, mas não moda como hoje. A sandália gladiador da Val, interpretada pela Malu Mader na novela ti-ti-ti, é um exemplo do que era moda. As calças ‘pescador’, que hoje a galera chama de capri (e eu odeio – a não ser que seja e cima do tornozelo. Fora isso, não importa o nome. Só ficavam bem na Jackie O.) também. Bom, voltando ao assunto Mappin, tinha também uma seção de maquiagem lotada de coisas da Payot, Max Factor etc. E umas demonstradoras que ficavam maquiando as clientes. Minha mãe me dizia que ia lá para “distrair a cabeça”. Pudera, ela sempre foi uma mulher batalhadora e se dava esses momentos de lazer consumista sem culpa. E eu amava sair com ela. Ela era tããão linda (ainda é). Parecia a Linda Hamilton. Acho que o Mappin foi minha primeira “experiência de marca”, como se diz hoje por aí. E eu sempre ganhava um presentinho quando ia lá. Tks, mama!

Dilemas da maternidade

março 20, 2007

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E quando você precisa muito de uma saia lápis cinza chumbo, o dinheiro não está exatamente sobrando naquele mês e a cadeirinha de bebê do carro já está pequena demais para o seu filho? Ai, ai, ai. Claro, não tem conversa. Fico sempre com a segunda opção, pois é a segurança do meu querido, claro, mas essa divisão de gastos é mais um dilema de mãe. Mas e quando a liquidação da Maria Bonita Extra coincide com a hora de comprar um novo carrinho de passeio? Bom, nesse caso, se jogue na loja e esqueça o carrinho por um tempo. Leve o menino no braço. Depois de três meses, eles estarão lindamente tonificados!!! Hahahaha. Falando sério, o problema é quando a gente sai pra comprar roupinhas pros pequenos e acaba passando as próprias vontades de moda pra eles. Mas é uma parte que eu adoro: escolher umas roupinhas confortáveis e fofas pro Antonio, meu filho de 2 anos e 7 meses. Não fico atrás de grifes, não. Para brincar todo dia, qualquer Hering tá bom. Mas de vez em quando, uma coisinha mais bacana vai bem. A compra mais recente foi esse tênis da Zara aí na foto, ao lado da minha bota preferida, da Studio TMLS (www.studiotmls.com.br). Uma coisa meio surfistinha urbano, eu achei. Aliás, isso é o nino. Cachinhos loirinhos com uma bota de borracha amarela. Como você vê na foto, o tênis já está todo destruído porque o Antonio, ao contrário de mim, graças a deus!!!!, não dá a mínima pra esse negócio de estilo. Ainda tenho minhas restrições a homens que gostam muito de moda. Para ser amigo é ótimo, mas para namorar, é um saco. Você tem que ficar esperando eles se arrumarem. Ou, pior, quando eles querem voltar pro quarto pra trocar de roupa porque “não estou me sentindo bem com essa camisa”. Socorro, eu pensei que isso fosse um privilégio feminino. Onde é que o mundo vai parar se eles quiserem ter os mesmos direitos que a gente??? Só me faltava essa, agora. Ficar sentada no sofá da Daslu Homem lendo jornal enquanto ele prova dez mil calças. Não, não e não! Sem dizer que, se no banheiro dele tiver mais cremes que no meu eu, defintivamente, estou fora. Um dia eu explico as razões. Voltando ao papo bebês, as outras lojas que eu gosto para o Nino são a You e a Santa Paciência, na Vila Madalena. Mas o custo-benefício da Zara é imbatível nas liquidações. E como os pequenos não tem essa coisa de “so last season”, você compra várias peças de uma vez e não se preocupa mais nos próximos seis meses. Beijinhos, Nino. Mamãe te ama!!!

Rainha indie

março 19, 2007

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Acabo de voltar do cinema. Fui assistir Marie Antoinnete (é lindo em francês, não?). Eu li uma entrevista da diretora, a Sofia Coppola, em que ela dizia que pensou, entre outras coisas, em ser estilista ou trabalhar com moda. Bem, ela, definitivamente, tem estilo. Seus três filmes têm muito em comum, não só na temática, mas nas tomadas, na música, no clima. Esse mostra a vida da rainha francesa em várias fases, desde o início da adolescência até…Bem, termina antes de ela ser decapitada. De uma garota caipira de cabelinho solto, ela é obrigada a tomar pé do visual da corte (e, conta a história, gostou disso. Maria Antonieta foi uma rainha fashion e lançou tendências) e vira uma peruazinha. Quando nasce sua primeira filha, fica mais natural, quase camponesa e lança a moda dos vestidos de algodão (sabe aquele momento hippie que, penso eu, toda mãe de primeira viagem vive? Eu esqueci de vez de cortar o cabelo e não tirava a minha sainha florida de algodão. A-do-ro!. Manicure? Nem pensar!!! Deuses, não dava tempo e nem fazia sentido. Existe algum bebê que consiga distinguir entre uma misturinha da Colorama e Wine with Everything, da Revlon? Talvez o Pedro Lourenço em sua mais tenra idade…). Conforme a situação fica mais difícil na França – e com a morte do seu terceiro filho – ela fica mais sóbria e essencial. Um visual mais maduro (não estou estragando o filme de ninguém, espero. Todo mundo já sabe o final da história.). E, enquanto isso, a trilha sonora bombando de adolescente. A minha adolescência, que fique bem claro. Quem tem menos de quem tem menos de 30 talvez não se envolva com esse clima so eighties né, Fê? (clique aqui para ouvir trechinhos:
http://www.amazon.com/Marie-Antoinette-Original-Soundtrack/dp/B000ICLSQU#moreAboutThisProduct ).
Em tempo, o figurino ganhador de Oscar é da italiana Maria Canoneiro. Dizem que John Galliano, estilista da grife Dior, e Karl Lagerfeld, da Chanel, deram algumas dicas. Li que há mesmo um All Star azul entre os sapatos de cetim em determinada cena. Alguém viu?

Da Firrrma II

março 16, 2007

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Ela, definitivamente, é uma lady (estudou nAs Damas, claro). Eu poderia publicar uma centena de fotos dela, todos os dias, porque é um look mais legal que o outro. Talvez esse não seja o mais representativo de seu estilo ladylike, mas eu achei fofíssimo esse vestido singelo de algodão.

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Encerrando, por hoje, os looks legais da firma (já que eles se acumularam e eu estou com vergonha quando encontro o pessoal no elevador) eis Julia, baixista da banda FireFriend. Um jeito indie-vicking de ser, não?

Tamanho não é tudo

março 14, 2007

Martinha, minha linda, respondendo ao seu post: sim, foi ele. Mas sua bolsa fofa é da Colcci, justiça seja feita. Isso posto, bolsa grande tá na moda, mas não cai bem pra todo mundo nem para todas as ocasiões. Pra sair à noite, por exemplo, acho que depende demais. Se for num restaurante, depois do trabalho, essas coisas, ok. Mas ir pra um bar after midnight, como eu já vi algumas garotas, com uma bolsa de 20 litros, não rola. Simplesmente pelo óbvio: bolsa grande é pra carregar muita coisa. No caso de nós, mulheres trabalhadoras, coisas essenciais. Filtro solar, rímel, base, leave in, uma muda de camiseta pra de noite, a rolha de champanhe do dia anterior, os CDS com todas as fotos do filhote e aqueles florais básicos (eu não uso. Só antroposofia). Outro dia vi uma garota num bar-clube noturno com uma bolsa que cabia um bebê de três anos dentro e pensei: ou ela é uma mãe extremosíssima ou carrega 20 maços de Marlboro Light aí dentro pra garantir que não falte no decorrer da noite. Nesse caso, vamos ser utilitaristas: bolsa pequena pra carregar só o necessário pra noite não flopar (aí eu prefiro me abster). Pra trabalhar com roupa chiquérrima também não rola. Terninho clássico e tradicional pede algo um pouco mais discreto. E mocinhas muito pequenas e delicadas também não combinam com esse mega acessório. Compre grande, mas não exagere. Mantenha as proporções, sempre.
Beijos, querida