Esse não é um blog de moda
Junho 22, 2008
Ah, só queria dizer uma coisa. Não me entendam mal, mas as pessoas sempre dizem que eu tenho um blog sobre moda. Então, eu quase nunca escrevo sobre moda propriamente dita, já repararam? Eu adoro roupas, adoro saber como as pessoas estão se vestindo aqui e lá. Adoro olhar fotos da Vogue. Mas não escrevo sobre quem usou tal modelo na campanha de bolsas. Nem como foi o desfile x na SPFW. Eu gosto de ver, claro, mas não acho importante a ponto de fazer um post sobre o assunto. O que eu gosto mesmo é de roupa, de saber que podemos nos vestir para nos expressar e para criar. Pronto.
De volta
Junho 22, 2008
Leitores amigos, eu sei que um post por semana é revista da Folha, como já disseram por aqui, mas estive doentinha. Ainda não melhorei, mas resolvi juntar minhas forças para sair debaixo das cobertas e escrever. Melhor isso do que ouvir os comentários maldosos que ganham força por aí. Bom vamos lá. Sabe aquele ditado, não tem tu vai tu mesmo? (me surpreendi esses dias porque uma amiga gaúcha não conhecia). Então, domingo à tarde, não tinha muito o que dizer… Eu responderia: “Não diga, então”. Pois é, mas blog não é assim. Isso posto, vou falar de algo que eu nao pretendia, mas agora que todo mundo já viu e já passou a febre dos comentários-de-blogs-patricinhas-enlouquecidas sobre o filme, vestidos, noivas e afins: Sex and The City. Saiu até na Veja. Isso quer dizer que minha avó já tinha opinião formada antes. O filme é ruim mesmo, todo mundo já sabia. Mas a mesma Veja dizia que as pessoas foram para ver as roupas, não o filme. Eu também. Aquele Mr. Big arrependido não dá, definitivamente. Mil vezes o cafa (era mesmo? na verdade, ela é que sempre foi por demais ingênua. Ele, não. Sempre deixou claro o que não queria. Aliás, vale o comentário. Os homens só faltam registrar em cartório e as mulheres continuam achando que um dia o cara vai mudar de vida e subir no altar. Ok, até pode, mas quando ele quiser, queridas. E não porque vocês usaram seus melhores vestidos. Liberdade!). Aliás, falando de liberdade, adoro a Samantha, vocês não? Tirando aqueles tailleurs horríveis e os brincos dourados que ela escolhe muito mal, ela é perfeita. Não tá nem aí, fisgou o cara mais bonito da série, fica sempre de bom humor mesmo nos piores momentos (veja que ela fez a reserva pras três no resort, não foi genial?) e sai com todo mundo que ela quer. No regrets. Adoro a Samantha. E brincos dourados não são de todo mal. Só os que ela escolhe que são meio breguinhas. Outras coisas que eu achei sobre o dito filme:
- O filhinho da Miranda dormindo igual ao pai é a coisa mais fofa (a primeira vez que eu vi o Nino e o Rui fazendo isso, quase gritei. E olha que gritar não é do meu feitio)
- O vestido da Charlotte quando ela conta que tá grávida é incrível (procurei, mas não tem uma foto dele na rede. Para quem tem corpo parecido, parabéns. Ela tem cintura de pilão, quadris redondos e pouco peito. Como grande parte das brasileiras – antes da onda do silicone. Mas se um dia você se sentir mal em usar uma saia justa, lápis, porque os quadris saltam demais aos olhos, lembre-se que uma blusa com volume nos ombros, com mangas bufantes ou babados tomara-que-caia ajudam a equilibrar o visual. O dela era um tubinho de tecido de alfaiataria com uma camisa de mangas fofas por baixo. Lindo.)
- Marido bom tem que ser feio e careca, né? Sim, porque o marido feioso da Charlotte é o único homem perfeito do filme (visual à parte).
Tks, all my friends
Junho 13, 2008
Final de semana eu sempre saio inspirada por alguma música. A de hoje é All my friends, do LCD Soundsystem. Aliás, queria lançar uma outra campanha, além do uso consciente do chapéu. A campanha do obrigado. Dizer obrigado é chique e essa blogueira que vos fala defende essa prática, mas parece que ela anda meio fora de moda. Para lançar a campanha e aproveitar o clima da música (ele diz, If I could see all my friends tonight. Eu adoro essa canção. Me dá a impressão que a gente nunca vai envelhecer, sei lá). Lançando a campanha:
Fê: obrigada por me ensinar a gostar de LCD (e pelos 600 contos)
Martinha: obrigada por me entender quando eu não vou
Carô: obrigada por fazer o convite do Nino
Silvia: obrigada por me acolher na Ilha
Rê: obrigada por pegar minhas coisas que caem no chão (e pelas caronas)
É isso. Obrigada pela leitura.
Na cabeça
Junho 13, 2008

Várias pessoas estão me perguntando sobre como usar chapéu. A última foi a Martinha. Em primeiro lugar, dá pra usar chapéu no Brasil, claro. Porque todo mundo usa quando vai viajar, mas tem vergonha de usar por aqui. Vamos lançar a campanha em defesa do chapéu, então. O desfile da Maria Bonita Extra (foto acima) foi todo com chapéus, inspirados no livro O Amante, de Marguerite Duras (eu recomendo, dá pra ler no final de semana, se você não tem filhos). Esse estilo de chapéu aí, meio panamá, eu acho lindo e muito fácil de usar para homens ou mulheres.
1)Com calça jeans e camiseta, com vestido solto como esse, com All Star, bermuda e colete ou top largão, com pantalona, com skinny e blazer justinho.
2) Só não acho que pode estar muito enfeitada (o) para usar sob pena de parecer uma árvore de Natal.
3) Use em ambientes abertos, ao ar livre. A não ser pra dançar à noite, quando sempre ganhamos uma licença poética para nos vestir.
4) Modelos de lã são para dias e roupas de frio e modelos de palha e tecidos leves são para dias de verão.
Esses dois abaixo eu adorei. Separei no site da Urban Outfitters, sabe, aquela loja americana que você entra, gosta de um monte de coisas, mas não consegue comprar nada de tanta informação que tem lá dentro? Eu fico um pouco confusa…

Pergunte que eu respondo
Junho 10, 2008
Minhas amigas vivem me ligando em situações absolutamente desesperadoras para tirar dúvidas de moda, roupa ou sei lá o quê. Tipo: “Vou me casar daqui a dois anos e ainda não decidi o estilo do vestido. O que eu faço????”. Ou “Que roupas eu levo pra sair da maternidade?”. Resolvi responder essas perguntas via blog, que fica mais organizado. É só colocar seu comentário na página ao lado, Tire suas dúvidas (sim, abaixo de Bastidores). Eu respondo on line. E depois prometo fazer um FAQ. Beijos
Música e estilo, tudo a ver
Junho 9, 2008
Não tem astro de verdade de rock, jazz, bossa nova ou seja lá o que for que não tenha cravado um estilo de vestir também. O melhor acessório, para mim, é o cigarro pendendo no canto da boca do Tom Jobim nos anos 60. Ele não era lindo??? ( Tom, não o cigarro, claro). Cigarro não é chique, mas ele tinha a licença poética. Tem o Mick Jagger, com as calças mega colantes, também lindo na época dele. E eu vi no site do NYTimes um slide show com bandas de rock de garotas, todas com muito estilo. Gosto mais das meninas do Plasticines. Veja lá o slide show. Muito sexy, não?

Fui
Junho 7, 2008
Bom, do Japão para Ilhabela. Dessa vez não vou com câmeras. Só com crianças. Até segunda.
Tudo ao mesmo tempo em Tóquio
Junho 7, 2008

A Erin Mizuta, boa repórter, bonita, esperta e descolada, trouxe essas imagens do Japão, clicadas por seu namorado, Leo Uehara. E assina o post abaixo, sobre o estilo nada minimal dos japoneses. Obrigada, Erin, minha primeira blogueira convidada. Não tem um quê de Regina Guerreiro?

“Moda japonesa não é mais minimalista, é fácil perceber nas ruas de Tokyo. Meninos e meninas tokyotas são especialistas na arte da sobreposição de peças. E não existe solução melhor – ou mais descolada – para transformar o visual básico em super produção. É mais ou menos assim: você sai para fazer compras e se encanta por um brinco de acrílico. Logo depois um cinto, uma saia cigana e um colete de alfaiataria. Mais pra frente você encontra uma bota caubói incrível. Daí, como aquelas crianças ansiosas para estrear o brinquedo novo – ou mesmo como a gente, que mal vê a hora de usar o que comprou – coloca as peças pra sair. Mas tudo junto!!! A moda japonesa prega harmonia entre estilos, estampas, padronagens e propósitos. E dispa-se do (pre)conceito da funcionalidade: a única intenção é vestir-se bem. Pegou o espírito? Agora, para fazer com que tudo combine, só mesmo nascendo lá, já que o dom genético. Ou então com anos de treino intensivo. Vale a pena tentar: você nunca mais vai conseguir sair com uma blusa só.” Por Erin Mizuta 
Joanetes
Junho 4, 2008
Ontem vi uma foto no UOL que me chocou. Os pés ds Victoria Beckham, mulher que eu já acho uma aberração da dermatologia estética. Agora percebi que Christian Laboutin e Manolo Blahnik ajudaram a criar esse monstro. Os pés dela são a coisa mais horrorosa do mundo, completamente tortos. Me recuso a publicar a foto. Esse blog é pra coisas belas. Mas vale lembrar que os mega saltos que ela usa até para levar o filho no jardim-de-infância têm a ver com isso. Aliás, coincidiu com o meu momento. Comecei a sentir dores nos pés sexta, depois de usar um saltão. Aí fui procurar na Internet, maldito Google, um jeito de evitar o problema. Eu já sabia que era deixar de usar salto. E tenho evitado, mas não sei por quanto tempo. O mal é que também não posso usar sapatilhas. Os médicos dizem que elas também são um sacrilégio para os pezinhos. Uma matéria na Vogue americana de maio fala muito bem do assunto e mostra que, com o passar dos anos, os pés perdem aquela almofadinha que têm na planta. Isso faz você sentir como se estivesse andando “sobre os ossos” quando está em saltos altos, diz um médico da reportagem (infelizmente, ela não está disponível on line, um absurdo). Foi assim que eu me senti na sexta. Mas lá também diz que as ballerinas, ou seja, sapatilhas, não dão suporte ao arco dos pés e nem têm amortecimento suficiente para mantê-los saudáveis. Bom, o jeito é achar um saltinho, daqueles de uns dois centímetros, para não ficar com aquelas joanetes horrorosas da Victoria. Aliás, Joanete ali é só um detalhe. A mulher toda é um E.T. Quando eu achar lojas especializados em sapatos confortáveis, indico. Nos Estados Unidos tem a Aerosole (a maioria é meio sapato de avó, mas tem coisas que se salvam na loja) e aqui em São Paulo tem uma loja chamada CiaoMao, na r. Itamirindiba, em Pinheiros. Eu nunca fui, mas sei que são sapatos confortáveis. Uma palmilha de silicone também ajuda.

