Sobre a futilidade

Julho 6, 2007

Então, essa moça ou moço aí embaixo é fútil? Sei lá. O texto é? Olha, eu só sei que ele é muito divertido. Morri de lir ao ler. Até porque me identifiquei com a situação, quando fui lá pra NY. O primeiro museu que eu visitei foi o MoMA, o mais famoso dos Estados Unidos, acho (eu gosto mais do Whitney, que tem aquele quadro mais lindo do mundo da Georgia O´Keefe. Deus a tenha. Aliás, tem uma coleção dela lá, mas eu não pude ver porque estava fora). Primeira coisa que eu vi? Uma tábua de construção encostada na parede. Aliás, parece uma obra do Baravelli que eu já tinha visto por aqui. Só que pintada de vermelho. Aí, continuei andando e, no auge da distração, pisei nuns papéis amassados jogados no chão. O segurança quase me matou. Era uma obra de arte. Uma instalação. Que gafe. Logo depois fui para uma ala mais tradicional, de arte moderna, em que as obras estava penduradas na parede e não atiradas do lado da lata de lixo. Ufa, mas até chegar lá, valha-me Deus! Gostei de quase tudo o que eu vi. Reconheci a importância de outras. Não me deu vontade de ir pra Macy´s, não, pois aquilo me dá dor de cabeça na hora. Mas que eu fiquei com saudade de andar pra olhar umas lojinhas, eu fiquei. Liguei pro meu anfitrião na hora e falei, vamos pro SoHo!!! Hahahahaha. Ele já havia me advertido sobre esse possível efeito colateral. Cheguei em casa à noite mais culta, mas também cheia de sacolas na mão. É fútil desencanar do museu e ir olhar vitrine??? Bom, acho que nada representa mais a cidade do que aquele monte de lojinhas dos bairros pseudo-descolados. E com um povo característico de cada um dos tais bairros em volta. Essa é a cara da cidade, também, e não tem nada de fútil nisso. Ou tem. Tudo. Mas e daí. Eu não aguento, como o autor aí abaixo, essa galera pseudo intelectual que acha tudo o que não é museu e pós-graduação da FFLCH uma futilidade. Eu não moro no Nepal, infelizmente. E adoro sorvete Haaagen Dazs e chocolate belga (sempre no dia 05 de cada mês, claro!).

4 Responses to “Sobre a futilidade”

  1. dani lacerda Says:

    fabi, uma vez um namorado me escreveu um bilhete, depois de uma briga imensa, me dizendo o seguinte: “a gente não tem problema nenhum. sinceramente, sabe do que você tá precisando? de uma faxineira e de uma bolsa nova!”. e não é que ele tava certo? todo mundo precisa de um pouco (ou muito, dependendo do caso) de futilidade na vida. seja uma bolsa nova, uma tarde de sex and the city, uma navegada no site da people, uma ida ao salão com as amigas, um momento descontrol no shopping, sei lá… eu preciso tanto disso quanto de um livro, uma exposição, um show, um curso, enfim… seja numa viagem ou no dia-a-dia mesmo. ok, eu sou fútil. :)

  2. Ilana Says:

    Eu adoro um museu. Sou capaz de passar horas em um. Só que não há viagem em que eu não sinta uma comichão até conseguir visitar algumas lojas e fazer umas compritchas. Já saio do Brasil pensando nas que irei visitar. Acho que vou começar minhas viagens fazendo um shopping spree e deixo para começar a parte cultural lá pelo segundo ou terceiro dia. Talvez ajude a acalmar minha ansiedade consumista.
    Bjs

  3. Fabiana Says:

    Oi Dani e Ilana,
    Pois é, não adianta negar. E tudo bem. Como eu sempre digo, sou budista, mas não sou Buda!!! Eu amo um museu. Meu Deus, aquele Metropolitan é melhor que qualquer loja, é alimento para a alma. E ópera? E balé? Claro que a gente vai e gosta. Mas, mesmo que você não compre nada, uma passeada pelas ruas e pelas lojinhas dá uma acalmada às vezes. Adorei a história da bolsa nova. Que homem evoluído!
    Beijo

  4. Marta Says:

    Viva a futilidade! Afinal, o essencial (mesmo) é invisível, né? Beijos, Marta
    p.s.: mas entre uma tarde no Moma ou no shopping, eu prefiro o Moma, ah eu prefiro!


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