Desci do salto

outubro 2, 2008

Há pouco vendi meu carro. Por vários motivos. Número um, estava dando muito trabalho. E, de trabalho, já basta ter que me lavar os cabelos todas as manhãs. Mas não comprei outro para contribuir com uma cidade melhor. Assim, acredito também que terei uma vida mais saudável. Já estou nessa, aliás, pois passei a andar um montão a pé. As vezes vou levar e buscar meu filho na escola caminhando. Uma delícia. Entre outras coisas, descobrimos um bosque cheio de árvores frutíferas no caminho para a escola. Até aí, tudo bem. O problema é que descobri, tarde demais, que meus sapatos não foram feitos para andar. São saltos e mais saltos, todos lindos, que eu amo, cheio de amarrações, fitinhas, lacinhos, umas delícias de olhar. Mas um terror para uma andarilha. Jesus, e que horror! Meus pés quase pediram falência na primeira semana. Deixei para lá. Resolvi investir uma parte do dinheiro do carro vendido em sapatos baixos, mas só consegui comprar dois até agora. O problema é que eu realmente amo saltos. Eles são lindos, elegantes, sexies. Mas mesmo os baixos não são superconfortáveis, coisa difícil de encontrar, como eu já disse nesse blog. Descobri que a Ferri faz sapatos muuuuito confortáveis, mas não fazem super o meu estilo. Para andar, não adianta só serem confortáveis, me esqueci. Não podem ser muito delicados também, pois esses não aguentam muitos quilômetros por semana ou uma chuvinha de leve. Qual a solução? Estou à beira de comprar uns Crocs horríveis para não cansar mais meus pés de andarilha. E levo meus saltos no saquinho de flanela para calçar quando chegar ao destino final. Se alguém me perguntar, digo que aprendi em NY.

Once I loved

agosto 26, 2008


Eu voltei. Inspirada por essa moça, que me lembrou a Debbie Harris, mas com uma silhueta muito mais 2000 do que a cantora. A roupa é so eighties, mas ela tinha um ar bem atual, meio blasé, mas com uma simpatia inocente.

Beleza é contagiante

julho 30, 2008

Eu adorei o novo comercial de O Boticário. Uma moça linda de batom vermelho (que, aliás, tá rolando), vai andando pelas ruas e todo mundo resolve deixar a cidade mais bonita. Beleza é contagiante, dizem. Eu me sinto muito assim às vezes. Quando vejo uma pessoa bonita, bem vestida, arrumada, maquiada, bem cuidada, tenho imediatamente vontade de ir para casa me arrumar. Ou, no outro dia, uso de inspiração para me vestir uma moça que vi na rua ou no trabalho. Do meu lado, quando saio bonita de casa, gosto de pensar que estou fazendo um bem para o mundo. Não é presunção, mas a gente pode contribuir para melhorar a paisagem urbana.

Esses dias eu estava na casa de uma cliente, analisando o guarda-roupa dela e escolhi uma calça para ela vestir naquele dia, em que tinha um jantar. Uma calça incrível Max Mara. E ela disse que não, que se aquela era a melhor calça dela, ela não usaria para bater no dia a dia. Aí fiquei pensando: que diferença. Eu sou o contrário. Saio da loja vestida com a roupa, mesmo que seja um vestido incrível de cetim admascado da Juliana Jabour e eu só esteja indo ao dentista. Acho que o dia a dia pode ficar bem mais bonito e divertido quando a gente usa nossas roupas preferidas, as que nos deixam mais bonitos. Ora, por que não? Eu vou trabalhar de salto 10, contentinha. O tênis fica para correr no final de semana ou para os momentos em que eu realmente preciso de mobilidade, como quando estou com meu filho. De resto, viva o glamour cotidiano. Além disso, a gente nunca sabe se vai viver até 2083 ou morrer amanhã (minha amiga Martinha escreveu um post lindo no blog dela – Voo Luminoso, clique no blogroll ao lado, sobre a pressa de viver. Ou não). Eu acho que sempre tive alguma pressa de viver. Pelo menos a julgar pelo meu guarda-roupa. Compro a roupa e já uso. Esperar? Pra quê? Guardar? pra quê? Quero ficar linda hoje.

Minha dica de alimentação simples para a semana. Only in Soroland (Sorocaba, para os íntimos). Esse é o quintal de alimentação do Fruto Amarelo, que eu indico no post abaixo. As comidinhas são uma delícia, tudo orgânico. Para quem não pode ir lá, eles entregam congelados. Se joga na torta de mussarela de búfala com tomate e azeitona preta.

Dicas simples

julho 8, 2008

Bom, diz a lenda da internet que o próprio marido da moça comentou o post abaixo (será que tem alguém que usa o nick Du Moscovis no lugar do mesmo? Vai saber…) Mas o que importa é que ela deu dicas de compras simples. Como eu disse, conheço muita gente que já pratica. Minha amiga, martinha, sem saber é sustentável como citou a moça do programa. Valoriza o comércio do bairro. No caso, Perdizes, que é bem completo. Queria ver se ela morasse em Osasco se seria assim. Mas tudo bem, ponto para Martinha. Eu também faço isso e dou preferência às pequenas lojas em vez de grandes redes. Por exemplo, compro frutas e legumes e comidinhas no Ponto Verde (011 5182 5161) ou no Fruto Amarelo , que trazem coisas orgânicas fresquinhas de Botucatu e afins (e mais gostosas do que as maçãs do Chile ou da Argentina vendidas em muitos supermercados. De quebra, você contribui para diminuir a queima de CO no mundo). Esses lugares privilegiam produtores locais e vendem tudo sem agrotóxico. É só um pouco mais caro, hoje em dia. Vale a pena. E é tãããão mais gostoso. Dá para fazer isso com roupas também. Sempre tem lojinhas do bairro que vendem coisas boas e baratas. E que não são óbvias. Hoje mesmo comprei um legging na Lúcia, perto da casa de mamãe. Ajudo a manter o emprego das balconistas, incentivo a economia local e economizo porque a mesma calça na Body Jam custa cinco vezes mais. Outro dia comprei as coisas do meu filho na Lulu Caju, que funciona na casa da dona, ali na Vila Madalena. Tudo de algodão, simples, feito no fundo da casa da estilista. Bem sustentável. E mais bonito que da Tigor, garanto. Bom, tem outras muitas dicas. Mas essa é a do dia. Fresquinha, feita aqui perto. Beijos.

Simplicidade

julho 7, 2008

Semana passada perdi uma meia hora do meu tempo para ver aquele programa da Patricia Travassos no GNT. Até onde o vinho (aliás, que delícia, um Pinot Noir que depois recomendarei) que eu havia tomado me deixou entender, ela estava entrevistando um psicólogo especialista em Simplicidade (!!!). Adorei. Sabe que foi útil até? A tal da Cynthia Howlett no supermercado falou umas coisas que eu já pratico na minha vida. E que todo mundo poderia praticar, mas isso eu deixo pra outro post. Não quero parecer mega freak logo de cara na segunda-feira. No que concerne ao nosso guarda-roupa, acho que faz bem adotar a idéia da simplicidade. As revistas femininas adoram dizer que menos é mais. Pois bem, eu não quero dizer que menos roupas ou acessórios no corpo é mais. Eu quero dizer que menos roupa no guarda-roupa é mais. Ninguém precisa de muito. Invista na bolsa de valores, não na bolsa importada que você viu no Iguatemi. Três mil reais em uma bolsa???!!! Socorro, você não precisa disso. Melhor comprar ações. No mínimo, uns CDBs. Claro, bolsa boa e bonita todo mundo merece, mas não precisa custar tão caro. Aproveite as liquidações. E aproveite também que você vai comprar uma peça nova para doar algumas velhas. Ou que você não usa. Gire a roda do Dharma, faça a fila andar, divida o que você tem. E compre menos roupas. Menos sapatos, menos acessórios. E faça feliz quem não tem tanto quanto você. Boa semana.

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